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MARCELO PIANCÓ

MARCELO PIANCÓMarcelo Piancó foi um humorista paraibano de expressão nacional. Faleceu em 22 de março de 2020. O portal preserva suas publicações em homenagem à memória de Piancó, que foi um dos nossos colunistas de primeira hora.

23/05/2019 09h54Atualizado há 3 anos
Por: Agassiz Almeida Filho

POR MARCELO PIANCO

A lógica da defesa sem lógica e das teorias da negação dos fatos baseadas em premissas que envernizam a falsidade com a tez da possível verdade sonhada. Fica difícil entender o que isso quer dizer, né? Realmente, não quero ser um Abelardo Barbosa, mas estou aqui pra explicar o que eles querem confundir.

Esta foi a tônica dos que queriam negar os fatos, cortar as linhas que ligam os pontos do caso Marielle e Anderson. A primeira e mais óbvia de todas as teorias não durou um twitter, a da fake news. Depois, partiram para o raciocínio ilógico. Se eu tenho uma foto com um miliciano, não significa que seja miliciano, pois tenho uma foto com Neymar e não sou jogador de futebol, embora deseje muito a Bruna.

A outra é a teoria do despojamento familiar. Nenhum pai necessariamente precisa conhecer o pai da namorada do filho, mesmo que ele seja vizinho, ex-militar e goste de porrada, tiro e bomba, como eu.

Em tudo isso dá até pra acreditar, mas o que me chamou mais a atenção foi a tentativa de comparar o assassinato de Marielle e Anderson ao caso Celso Daniel, ou seja, a velha teoria de "e o PT"? Como se o vizinho do Lula tivesse atirado no prefeito dentro do triplex e desovado o corpo no sítio de Atibaia, de acordo com um inquérito "control C, control V".

Essa foi a melhor de todas as teorias, pois ainda vem recheada com uma imbecilidade heróica, segundo a qual, em oito meses de Temer, não se resolveu o caso, e, em dois meses do novo governo, o herói da toga suja já encontrou os culpados. Mas o que tem a ver a polícia civil do Rio de Janeiro com esse sujeito que trabalha sem provas desde os tempos da OAB?

O Moro fica mais constrangido quando se fala em Marielle do que quando se fala em prêmio Nobel da Paz ou em julgamento na ONU. Mas isso não vem ao caso. Meu Deus, a polícia só chegou ao dedo que puxou o gatilho. Ninguém está dizendo que o seu vizinho foi influenciado pelo maior de todos. Estamos constatando apenas que, em se tratando de armamento, o morro não tem vez e o crime pode estar na casa ao lado ou mesmo nos grandes palácios. Só digo uma coisa: - doutor, eu não me engano.

Foto: Reprodução TV Globo

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