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Quem lava a cueca de Moro?

MISTÉRIOS DA REPÚBLICA

MARCELO PIANCÓ

MARCELO PIANCÓMarcelo Piancó foi um humorista paraibano de expressão nacional. Faleceu em 22 de março de 2020. O portal preserva suas publicações em homenagem à memória de Piancó, que foi um dos nossos colunistas de primeira hora.

06/07/2019 10h38Atualizado há 3 anos
Por: Agassiz Almeida Filho

POR MARCELO PIANCÓ

O escárnio é total e revoltante. Não bastasse o próprio Faustão atestar a veracidade do que o The Intercept vazou, o conteúdo ainda revela que a Operação Lava Jato começou como O Show dos Famosos, mas está chegando à patética fase das Videocassetadas. A falta de respeito com o Estado Democrático de Direito ganha ares de chanchada, quando a caipirice se mistura com a atitude janota, e olhe que não estou fazendo referência ao ex-procurador.

Comemorar a prisão de um réu, que você acusou ou julgou, postando emojis com carinha de felicidade, ou escrever “in Fux we trust” e “a-ha, u-hu o Fachin é nosso” revelam a famosa doença da classe média brasileira, que precisa de alguém para lavar as suas cuecas.

Ninguém têm dúvidas de que Moro brincou de Playmobil num tapete persa e que Deltan jogava Beyblade num piso Eucafloor. Pois é, esse pessoal, ao mesmo tempo em que se acha se perde. Afinal, acredita no discurso fascista de que o país não vai pra frente por causa da preguiça da classe baixa, peso morto para o Brasil branco que trabalha e gera (sub)emprego.

É a velha fórmula de vitimizar o algoz com o apoio dos que caem na espiral do silêncio e são levados pelo mantra da mídia parceira. A bandeira maior é livrar o país da corrupção, é mostrar que o país tá um caos, até o pobre acreditar que a fila do hospital tem partido, o bandido que rouba celular é de esquerda e o assassino em série é filiado ao PT.

A solução é simples, armas para todos e segurança para nós; é justiça para nós e linchamento para vocês. Agora eles foram descobertos, usando uma arma mais letal que uma bomba nuclear, a injustiça, que mata a reputação e deixa o corpo inerte e agonizando pelo resto da vida, parte de um conluio que destrói uma família, elimina esposa, neto e irmão, um verdadeiro “silvacídio”.

Agora eles atiram no mensageiro, mas é tarde demais. A mensagem já está clara e ela diz: sua cueca está suja. Não só afirma, como mostra o fundo que só a Globo tenta camuflar com sua imprensa marrom.

A cueca fede e enoja. Chegou a hora de a mão de obra barata que por séculos teve que limpar a obra desta classe que come Nutella e tem nojinho da própria cueca dizer: eu passo o país a limpo, mas não lavo sua cueca nunca mais.

Arte: Gladson Targa

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