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MERITOCRACIA?

Eduardo Bolsonaro deve ser embaixador do Brasil nos EUA

CAPRICHO DO PRESIDENTE

16/07/2019 09h49Atualizado há 5 meses
Por: Agassiz Almeida Filho

 

A POSSÍVEL INDICAÇÃO de Eduardo Bolsonaro para assumir o posto de embaixador do Brasil nos EUA, divulgada na última quinta-feira (11), gerou críticas entre os membros da carreira diplomática. Segundo matéria publicada no G1 (12), a decisão do presidente da República causou estranhamento no Itamaraty. Alguns diplomatas afirmaram não se lembrar de nenhum presidente do país que tenha nomeado parentes de 1º. grau para assumir o cargo de embaixador. 

A nomeação depende de votação no Senado Federal, mas já se pode prever o resultado em virtude da atual tendência política dessa casa legislativa. O presidente do Senado, David Alcolumbre, disse ao Valor Econômico (11) que a indicação de Eduardo Bolsonaro deve ser aprovada pelo Senado. 

Em resposta às críticas vindas de diplomatas brasileiros que atuam no exterior, Eduardo Bolsonaro afirmou que ele só representa perigo “para aqueles que defendem a ideologia de gênero e vão contra as pautas que elegeram Jair Bolsonaro presidente”. O deputado Bolsonaro já demonstra em sua fala que não entende quais são as atribuições de um embaixador. 

Como de costume, a família Bolsonaro minimiza os excessos praticados pelo clã, jogando um discurso pronto para o seu público acrítico de seguidores. A campanha do atual presidente foi marcada por um ferrenho combate ao que a sua equipe denominava de “ideologia de gênero” e subversão dos valores da família. O eleitorado que se deixou enganar por essa narrativa permanece como a massa de manobra mais fiel de Jair Bolsonaro.

Com o autoritarismo que lhe é próprio, o presidente da República desconsidera as críticas feitas em relação à indicação de Eduardo Bolsonaro para a embaixada dos EUA. E, em discurso realizado na Câmara dos Deputados, nesta segunda-feira (15), afirmou: 

“Por vezes, temos que tomar decisões que não agradam a todos, como a possibilidade de indicar para a embaixada dos EUA um filho meu, tão criticado pela mídia. Se está sendo criticado, é sinal que é a pessoa adequada”.

Para Jair Bolsonaro, o Brasil precisa de uma quimioterapia e a ele cabe a “missão” de curar um câncer, que, na verdade, não existia antes da sua chegada ao Palácio do Planalto. Michel Temer foi apenas um caso de tuberculose política.

Foto: Reprodução

Vídeo: Record

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