Esquerda virtual
VAZA JATO/ SPOOFING

Entenda a farsa da relação entre os hackers da Spoofing e o The Intercept

TUDO COMO DANTES NO QUARTEL DE ABRANTES

25/07/2019 17h48Atualizado há 5 meses
Por: Agassiz Almeida Filho

 

A DECISÃO QUE DETERMINOU a prisão de quatro pessoas na Operação Spoofing, tomada pelo juiz da 10ª Vara Federal de Brasília, esclareceu, como demonstra matéria do G1 (24), o passo a passo dos supostos hackers que teriam invadido o Telegram do ministro Sérgio Moro.

1. Os hackers tiveram acesso ao código do Telegram de Moro com o fim de invadir o aplicativo a partir de um computador;

2. Depois disso, fizeram uma ligação para o telefone da vítima para que o aparelho estivesse ocupado e o código de ativação do Telegram web fosse enviado para a caixa postal do celular;

3. Os hackers ouviram o código gravado e o utilizaram para entrar ilegalmente no Telegram de Moro.

Não são necessários mais detalhes para se entender a incongruência da Spoofing em relação às matérias do The Intercept. Se os hackers entraram no aplicativo através de um código obtido recentemente – Moro afirmou que o possível hackeamento do seu celular ocorreu no último dia 04 de junho –, eles só tiveram acesso às mensagens que existiam no aplicativo na data da invasão ou daquele momento em diante.

O ministro da Justiça informou à Câmara dos Deputados (02), contudo, que havia apagado todas as suas mensagens do Telegram ainda em 2017. Sendo assim, como os hackers presos em Araraquara, que supostamente invadiram o celular de Moro em 04 de junho de 2019, podem ser os responsáveis pelas informações de 2017 enviadas ao The Intercept?

Foto: Perceptio

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